Marilia
Marília, Brasil

Projeto de Pavimento Flexível em Marília: Dimensionamento com Base no Subleito Local

A expansão urbana de Marília, impulsionada pelo eixo da SP-294 e pelos novos loteamentos nos altos da cidade, trouxe um desafio recorrente para a engenharia local: a variabilidade do solo superficial. O arenito da Formação Marília, que aflora em boa parte do perímetro urbano, sofre desagregação rápida quando exposto, gerando um manto de solo residual de comportamento heterogêneo. Para um ensaio CBR viário que realmente represente as condições de campo, é preciso coletar amostras indeformadas nos primeiros 60 cm, onde o tráfego e as chuvas concentradas de verão mais castigam o subleito. O dimensionamento de pavimento flexível que ignorar essa camada superficial estará condenado a recalques diferenciais antes mesmo da primeira revisão do revestimento.

Em Marília, o CBR do subleito pode cair de 12% para 4% em menos de 100 metros de extensão — a variabilidade do arenito Bauru é o principal fator de risco para o pavimento flexível.

Escopo do trabalho em Marília

A geologia de Marília assenta-se sobre os arenitos silicificados do Grupo Bauru, com intercalações de lentes argilosas que podem passar despercebidas em sondagens superficiais. Em diversos pontos da zona norte, encontramos CBR de projeto abaixo de 5% a apenas 40 cm de profundidade — valor que exige reforço do subleito com rachão ou substituição de material. Para caracterizar a resistência ao cisalhamento dessas lentes, recorremos ao ensaio triaxial com trajetória de tensões efetivas, definindo o envelope de ruptura que alimenta o software de dimensionamento. Quando o projeto exige controle de compactação em camadas granulares, a densidade in situ pelo cone de areia permite verificar se o grau de compactação atinge os 100% do Proctor normal exigidos pela especificação do DER-SP. A norma DNIT 031/2006-ES orienta a execução, mas o olho clínico sobre a umidade ótima do solo local faz a diferença entre um pavimento que dura 5 anos e um que dura 15.
Projeto de Pavimento Flexível em Marília: Dimensionamento com Base no Subleito Local
Projeto de Pavimento Flexível em Marília: Dimensionamento com Base no Subleito Local
ParâmetroValor típico
Número N de projeto1x10⁶ a 5x10⁷ (solicitações do eixo padrão)
CBR mínimo do subleito≥ 6% (abaixo exige reforço)
CBR mínimo da sub-base≥ 20%
CBR mínimo da base≥ 60% (brita graduada simples)
Grau de compactação exigido100% Proctor normal (camadas granulares)
Desvio de umidade aceitável± 1% da umidade ótima
Deflexão admissível (Viga Benkelman)≤ 0,5 mm (tráfego médio)

Condições geotécnicas locais em Marília

Marília, a 675 metros de altitude, registra médias pluviométricas superiores a 1.300 mm anuais, com janeiro concentrando quase 250 mm em poucas semanas. Essa água infiltra pelas trincas do revestimento e ataca justamente a interface entre base e subleito — o plano mais solicitado pelas cargas do tráfego. Sem uma drenagem profunda bem projetada e um estudo de permeabilidade in situ que quantifique o coeficiente k do solo compactado, a saturação reduz a capacidade de suporte em até 40%. O resultado aparece rápido: trilhas de roda, panelas e fissuras couro de jacaré que comprometem a segurança viária. O ensaio de placa, executado sobre a camada final de terraplenagem, elimina a incerteza ao medir o módulo de reação real antes da liberação da frente de pavimentação.

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Normas aplicáveis: ABNT NBR 9895:2016 — Solo-Índice de Suporte Califórnia (ISC), DNIT 031/2006-ES — Pavimentos flexíveis — Concreto asfáltico, DER-SP ET-DE-P00/015 — Sub-base e base estabilizada granulometricamente

Nossos serviços

Além do dimensionamento estrutural do pavimento, o escopo inclui serviços complementares que garantem a qualidade da execução:

Dimensionamento estrutural do pavimento flexível

Método empírico-mecanístico com retroanálise de bacias deflectométricas. Definição das espessuras de reforço, base e sub-base com base no CBR de projeto e no número N característico.

Controle tecnológico de execução

Acompanhamento in situ com ensaios de densidade pelo cone de areia, determinação da umidade pelo método Speedy, verificação da granulometria e do teor de betume do concreto asfáltico usinado.

Perguntas frequentes

Qual o custo de um projeto de pavimento flexível para um condomínio em Marília?

O valor do serviço varia entre R$3.560 e R$12.920, a depender da extensão da via, do número de furos de sondagem para coleta de amostras e da complexidade dos ensaios de laboratório (CBR, triaxial, compactação).

Por que o CBR do subleito em Marília varia tanto em distâncias curtas?

A variação decorre da geologia do Grupo Bauru. O arenito da Formação Marília apresenta cimentação carbonática irregular, que se dissolve com a infiltração, gerando bolsões de solo menos resistente entre blocos mais silicificados. Essa alternância reflete diretamente no CBR.

Em quanto tempo o projeto fica pronto após a coleta das amostras?

O prazo médio é de 15 a 20 dias úteis. Esse período inclui a execução dos ensaios de CBR (com imersão de 4 dias), compactação Proctor, granulometria, e a análise mecanicista com emissão da nota técnica e desenhos das seções-tipo.

O projeto considera a drenagem das águas pluviais?

Sim. O dimensionamento inclui a verificação da necessidade de drenos profundos longitudinais (DPL) e a especificação da declividade transversal mínima de 2% para o escoamento superficial. A análise de permeabilidade do subleito define se há risco de acúmulo de água na interface das camadas.

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