O Planalto Ocidental Paulista, onde Marília está assentada, é formado por espessos pacotes de arenitos do Grupo Bauru. Essa geologia, com alternância de camadas arenosas e siltosas, cria aquíferos sedimentares complexos. A Sondagem Elétrica Vertical (SEV) é a ferramenta que usamos para enxergar essa estratigrafia sem tocar o solo. Emprega-se corrente contínua para medir a resistividade em profundidade, identificando o contato entre sedimentos secos, zonas saturadas e o embasamento rochoso. Em projetos de captação de água, a SEV reduz o risco de perfuração de poços secos. Na geotecnia, correlacionamos os perfis com dados de sondagens SPT para validar a profundidade da rocha sã antes de cravar estacas. O método é rápido, não invasivo e se adapta bem ao relevo suave da cidade.
Medimos a resistividade elétrica do subsolo de Marília para definir aquíferos e topo rochoso com precisão de 2 metros, sem perfuração exploratória.
Escopo do trabalho em Marília

Demonstration video
Condições geotécnicas locais em Marília
Marília está a 675 metros de altitude, sobre espigão divisor de águas das bacias do Peixe e Aguapeí. A perfuração de poços tubulares sem geofísica prévia resulta em insucesso em cerca de 40% dos casos na região, segundo relatos de perfuradores locais. O arenito Bauru tem porosidade alta, mas a condutividade hidráulica varia muito em função da cimentação carbonática. Perfurar sem SEV significa apostar em fraturas invisíveis. Em geotecnia, o risco é subestimar a profundidade do embasamento basáltico e deixar estacas embutidas em solo residual, gerando recalques inadmissíveis. A sondagem elétrica vertical mitiga essa incerteza ao detectar o gradiente resistivo que separa o solo do maciço rochoso. Em áreas urbanas, a interferência de redes elétricas e tubulações metálicas pode distorcer os dados, por isso realizamos a aquisição com equipamento de alta sensibilidade e filtros de ruído industrial.
Nossos serviços
A aplicação da resistividade elétrica em Marília se desdobra em três frentes principais. Atendemos desde o pequeno construtor que precisa confirmar a profundidade da rocha até o perfurador experiente que busca aquíferos produtivos no arenito Bauru.
Prospecção de Água Subterrânea
SEV com abertura AB/2 de até 300 m para localizar zonas saturadas em arenitos e fraturas no basalto. Definimos o ponto e a profundidade ideal de perfuração do poço.
Mapeamento Geotécnico
Definição do contato solo/rocha e detecção de cavidades ou zonas de baixa resistividade associadas a argilas expansivas. Ideal para projetos de fundação e escavações.
Monitoramento de Pluma de Contaminação
Caminhamento elétrico 2D para delimitar plumas de hidrocarbonetos ou chorume em subsolo, aproveitando o contraste resistivo entre solo limpo e contaminado.
Perguntas frequentes
Qual o custo de uma campanha de SEV em Marília?
O valor de uma campanha de sondagem elétrica vertical em Marília varia conforme o número de pontos e a profundidade investigada. Em termos práticos, os projetos locais costumam ficar entre R$1.690 e R$2.830, considerando a mobilização de equipamento e a interpretação dos dados. O custo exato depende da distância entre os pontos de medição e da necessidade de abertura de picadas em terrenos acidentados.
A SEV substitui a sondagem SPT?
Não. A SEV é um método geofísico indireto que mede resistividade, enquanto o SPT é um ensaio direto que fornece amostras de solo e índice de resistência à penetração. O ideal é usar ambos de forma complementar: a SEV cobre grandes áreas e identifica variações laterais, e o SPT calibra a interpretação geofísica em pontos específicos.
Em que tipo de solo de Marília a SEV funciona melhor?
O método funciona muito bem nos arenitos do Grupo Bauru, porque o contraste resistivo entre areia seca, areia saturada e basalto é nítido. Em áreas com argilitos da Formação Adamantina, a interpretação exige mais cuidado porque a resistividade da argila saturada se sobrepõe à da água salobra, mas ainda assim é viável com calibração de poço. Mais info.