Marilia
Marília, Brasil

Análise granulométrica (peneiramento + hidrômetro) em Marília

O jogo de peneiras de aço inox que entra em campo nos nossos ensaios em Marília é a série normal brasileira, com malhas que vão de 76 mm até 0,075 mm. A vibração mecânica separa as frações grossas com precisão, enquanto o densímetro de bulbo simétrico trabalha na proveta de 1000 ml para medir a sedimentação dos finos. O solo vermelho característico da região, um latossolo argiloso com concreções lateríticas, exige que o ensaio seja executado com dispersão química adequada — usamos hexametafosfato de sódio na concentração certa para evitar floculação. O ensaio de permeabilidade in situ pode complementar o perfil quando a drenagem do material fino é crítica para projeto. A leitura do hidrômetro é feita nos tempos padronizados de 30 segundos, 1, 2, 4, 8, 15, 30, 60 minutos e 2, 4, 8 e 24 horas, gerando a curva completa de distribuição granulométrica que o engenheiro de fundações precisa para classificar o solo pelo sistema unificado.

A curva granulométrica define a linguagem do solo: em Marília, um mesmo perfil pode esconder areia fina, argila siltosa e concreções lateríticas em camadas que enganam até o engenheiro experiente.

Escopo do trabalho em Marília

Marília está assentada sobre os arenitos do Grupo Bauru, especificamente a Formação Adamantina, que produz solos com comportamento dual: uma matriz arenosa fina misturada com lentes de argila siltosa. A cidade, com seus 240 mil habitantes e topografia de espigão alongado a 675 metros de altitude, apresenta solos residuais que desafiam qualquer classificação expedita de campo. O ensaio granulométrico revela que o teor de finos pode saltar de 15% para 60% em menos de dois metros de profundidade, mudando completamente a previsão de recalque. Quando o perfil mostra predominância de areia fina siltosa, a densidade in situ com cone de areia permite correlacionar a compacidade com a curva granulométrica obtida em laboratório. Para fundações profundas em terrenos com intercalações de solo laterítico concrecionado, o ensaio CPT fornece a resistência de ponta contínua que, cruzada com a granulometria, define a cota de assentamento com segurança. Em obras de pavimentação asfáltica, a análise de CBR viário depende diretamente da fração granulométrica para prever o comportamento mecânico da sub-base em Marília.
Análise granulométrica (peneiramento + hidrômetro) em Marília
Análise granulométrica (peneiramento + hidrômetro) em Marília
ParâmetroValor típico
Massa da amostra seca (solo arenoso)1000 g (mínimo)
Massa da amostra seca (solo argiloso)200 g (mínimo)
Série de peneiras (grossa)76, 50, 38, 25, 19, 9,5, 4,8 mm
Série de peneiras (fina)2,0 – 0,075 mm
Dispersante químicoHexametafosfato de sódio 4%
Tempo total de sedimentação24 horas (mínimo)
Norma de referênciaABNT NBR 7181:2016

Demonstration video

Condições geotécnicas locais em Marília

A ABNT NBR 7181:2016 estabelece o procedimento completo para análise granulométrica, e ignorá-la em Marília pode custar caro. Os solos lateríticos do Planalto Ocidental Paulista são notoriamente traiçoeiros: a fração argila dos latossolos vermelhos tende a se aglomerar em microagregados que resistem à dispersão química, falseando o resultado do hidrômetro e subestimando o teor real de finos. Um laudo que classifique erroneamente um solo siltoso como arenoso leva a dimensionamento de drenagem subdimensionado, recalques não previstos em aterros e, no pior cenário, ruptura de taludes de corte em períodos de chuva intensa. A cidade registra índices pluviométricos médios de 1200 mm anuais, com concentração entre dezembro e fevereiro, saturando os horizontes superficiais e reduzindo a coesão aparente dos solos não saturados. O laboratório responsável precisa aplicar o pré-tratamento com defloculante e agitação mecânica padronizada, além de controlar a temperatura da suspensão durante as 24 horas de ensaio, registrando cada leitura com termômetro calibrado.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Normas aplicáveis: ABNT NBR 7181:2016 – Solo – Análise granulométrica, ABNT NBR 6457:2016 – Amostras de solo – Preparação para ensaios de compactação e caracterização, ABNT NBR 6502:1995 – Rochas e solos – Terminologia

Nossos serviços

O ensaio granulométrico não trabalha sozinho. Em Marília, entregamos o pacote completo de caracterização para que o projetista tenha segurança na classificação do solo e na previsão de comportamento mecânico e hidráulico.

Peneiramento fino e grosso (ABNT NBR 7181)

Separação das frações acima e abaixo de 0,075 mm com série normal brasileira. Curva granulométrica plotada em escala semilogarítmica, cálculo do coeficiente de uniformidade (Cu) e curvatura (Cc).

Sedimentação com densímetro (hidrômetro)

Ensaio de 24 horas com leituras cronometradas, controle de temperatura e correção pelo menisco. Curva de distribuição dos finos integrada ao peneiramento para classificação unificada e TRB.

Preparação de amostra e dispersão química

Secagem em estufa a 105°C, destorroamento com almofariz e mão de grau recoberta, quarteamento e pesagem em balança de 0,01 g de resolução. Adição de hexametafosfato de sódio e agitação mecânica.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma análise granulométrica completa em Marília?

O ensaio completo (peneiramento + sedimentação com hidrômetro) fica entre R$270 e R$420, dependendo da quantidade de amostras e da complexidade da preparação. Solos com muita concreção laterítica exigem mais tempo de destorroamento, o que pode influenciar no valor final.

Quanto tempo leva para sair o resultado do ensaio?

A sedimentação exige 24 horas de leituras, mais o tempo de secagem da amostra (12 a 24 horas) e o peneiramento (2 horas). O laudo com a curva granulométrica, classificação e parâmetros Cu/Cc é entregue em até 3 dias úteis após o recebimento da amostra.

Por que o solo de Marília precisa de defloculante no ensaio?

Os latossolos vermelhos do Planalto Ocidental formam microagregados de argila que não se separam só com água. Sem o hexametafosfato de sódio, o hidrômetro lê menos finos do que o real, e o solo pode ser classificado erroneamente como arenoso. Isso compromete a previsão de recalque e o dimensionamento da drenagem.

Qual a norma que rege o ensaio granulométrico no Brasil?

O procedimento segue integralmente a ABNT NBR 7181:2016, que padroniza a série de peneiras, a massa de amostra, o tempo de sedimentação e as correções de temperatura e menisco. O laudo também referencia a NBR 6502 para terminologia de solos.

Cobertura em Marília