O jogo de peneiras de aço inox que entra em campo nos nossos ensaios em Marília é a série normal brasileira, com malhas que vão de 76 mm até 0,075 mm. A vibração mecânica separa as frações grossas com precisão, enquanto o densímetro de bulbo simétrico trabalha na proveta de 1000 ml para medir a sedimentação dos finos. O solo vermelho característico da região, um latossolo argiloso com concreções lateríticas, exige que o ensaio seja executado com dispersão química adequada — usamos hexametafosfato de sódio na concentração certa para evitar floculação. O ensaio de permeabilidade in situ pode complementar o perfil quando a drenagem do material fino é crítica para projeto. A leitura do hidrômetro é feita nos tempos padronizados de 30 segundos, 1, 2, 4, 8, 15, 30, 60 minutos e 2, 4, 8 e 24 horas, gerando a curva completa de distribuição granulométrica que o engenheiro de fundações precisa para classificar o solo pelo sistema unificado.
A curva granulométrica define a linguagem do solo: em Marília, um mesmo perfil pode esconder areia fina, argila siltosa e concreções lateríticas em camadas que enganam até o engenheiro experiente.
Escopo do trabalho em Marília

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Condições geotécnicas locais em Marília
A ABNT NBR 7181:2016 estabelece o procedimento completo para análise granulométrica, e ignorá-la em Marília pode custar caro. Os solos lateríticos do Planalto Ocidental Paulista são notoriamente traiçoeiros: a fração argila dos latossolos vermelhos tende a se aglomerar em microagregados que resistem à dispersão química, falseando o resultado do hidrômetro e subestimando o teor real de finos. Um laudo que classifique erroneamente um solo siltoso como arenoso leva a dimensionamento de drenagem subdimensionado, recalques não previstos em aterros e, no pior cenário, ruptura de taludes de corte em períodos de chuva intensa. A cidade registra índices pluviométricos médios de 1200 mm anuais, com concentração entre dezembro e fevereiro, saturando os horizontes superficiais e reduzindo a coesão aparente dos solos não saturados. O laboratório responsável precisa aplicar o pré-tratamento com defloculante e agitação mecânica padronizada, além de controlar a temperatura da suspensão durante as 24 horas de ensaio, registrando cada leitura com termômetro calibrado.
Nossos serviços
O ensaio granulométrico não trabalha sozinho. Em Marília, entregamos o pacote completo de caracterização para que o projetista tenha segurança na classificação do solo e na previsão de comportamento mecânico e hidráulico.
Peneiramento fino e grosso (ABNT NBR 7181)
Separação das frações acima e abaixo de 0,075 mm com série normal brasileira. Curva granulométrica plotada em escala semilogarítmica, cálculo do coeficiente de uniformidade (Cu) e curvatura (Cc).
Sedimentação com densímetro (hidrômetro)
Ensaio de 24 horas com leituras cronometradas, controle de temperatura e correção pelo menisco. Curva de distribuição dos finos integrada ao peneiramento para classificação unificada e TRB.
Preparação de amostra e dispersão química
Secagem em estufa a 105°C, destorroamento com almofariz e mão de grau recoberta, quarteamento e pesagem em balança de 0,01 g de resolução. Adição de hexametafosfato de sódio e agitação mecânica.
Perguntas frequentes
Quanto custa uma análise granulométrica completa em Marília?
O ensaio completo (peneiramento + sedimentação com hidrômetro) fica entre R$270 e R$420, dependendo da quantidade de amostras e da complexidade da preparação. Solos com muita concreção laterítica exigem mais tempo de destorroamento, o que pode influenciar no valor final.
Quanto tempo leva para sair o resultado do ensaio?
A sedimentação exige 24 horas de leituras, mais o tempo de secagem da amostra (12 a 24 horas) e o peneiramento (2 horas). O laudo com a curva granulométrica, classificação e parâmetros Cu/Cc é entregue em até 3 dias úteis após o recebimento da amostra.
Por que o solo de Marília precisa de defloculante no ensaio?
Os latossolos vermelhos do Planalto Ocidental formam microagregados de argila que não se separam só com água. Sem o hexametafosfato de sódio, o hidrômetro lê menos finos do que o real, e o solo pode ser classificado erroneamente como arenoso. Isso compromete a previsão de recalque e o dimensionamento da drenagem.
Qual a norma que rege o ensaio granulométrico no Brasil?
O procedimento segue integralmente a ABNT NBR 7181:2016, que padroniza a série de peneiras, a massa de amostra, o tempo de sedimentação e as correções de temperatura e menisco. O laudo também referencia a NBR 6502 para terminologia de solos.