O zoneamento geotécnico de Marília expõe contrastes que enganam quem não investiga. Basta comparar a região do Fragata, onde o basalto aflora raso, com o solo mais espesso do Nova Marília, para entender que uma sondagem pontual não conta a história completa do subsolo. Já vimos projeto de galpão logístico onde uma camada de diabásio alterado passou despercebida na investigação direta e gerou recalque diferencial em menos de seis meses de operação. Para esses cenários, a tomografia sísmica de refração/reflexão entrega o perfil contínuo que a perfuração isolada não alcança. Acoplamos geofones de 14 Hz e fonte de impacto instrumentada para imagear o topo rochoso e zonas de baixa velocidade com precisão vertical inferior a 50 cm. Antes de cravar estacas ou dimensionar escavações em rocha, o ensaio CPT complementa a resistência de ponta nos horizontes de solo residual, fechando o modelo geomecânico sem deixar lacunas.
Em basalto fraturado de Marília, a sísmica de refração identifica o contato solo-rocha com erro inferior a 15% em relação à escavação posterior.
Escopo do trabalho em Marília

Condições geotécnicas locais em Marília
O erro mais comum que construtoras cometem em Marília é confiar apenas no furo de sondagem rotativa para definir a profundidade de arrasamento da rocha. Um único testemunho pode indicar rocha sã a 8 metros, enquanto a dois metros de distância lateral o maciço está decomposto até os 12 metros por conta de uma zona de falha preenchida com argila expansiva. Esse desnível não aparece no boletim de sondagem, mas grita na seção de tomografia sísmica. O resultado? Superescavação desnecessária ou, pior, fundação apoiada sobre material questionável. Com a sísmica de refração, mapeamos o contínuo da rocha ao longo de toda a linha de investigação, identificando bolsões de baixa velocidade que pedem substituição ou reforço. Em obra de reservatório elevado na zona norte da cidade, a tomografia revelou uma paleodrenagem colmatada que as sondagens não haviam detectado, alterando completamente a solução de fundação antes da concretagem.
Nossos serviços
A tomografia sísmica em Marília é entregue como parte de um pacote de investigação integrada. Cada levantamento inclui sísmica de refração para topo rochoso e, quando necessário, sísmica de reflexão de alta resolução para imageamento de cavidades ou estruturas profundas.
Tomografia de refração para fundações profundas
Perfilagem 2D do contato solo-rocha ao longo do eixo de estacas ou tubulões. Ideal para obras sobre basalto da Formação Serra Geral com variação lateral de alteração. Relatório inclui seção interpretada com velocidades Vp e recomendação de cota de arrasamento.
Reflexão sísmica rasa para detecção de anomalias
Aquisição com janela de registro estendida e processamento CMP para identificar cavernas, fraturas abertas ou descontinuidades sub-horizontais abaixo de 15 metros. Aplicação típica em túneis urbanos, galerias de drenagem e fundação de viadutos no perímetro urbano de Marília.
Perguntas frequentes
Em que tipo de terreno mariliense a tomografia sísmica funciona melhor?
Funciona muito bem no contato entre solo residual de basalto e a rocha sã da Formação Serra Geral. A diferença de velocidade entre o material decomposto (Vp entre 400 e 1200 m/s) e a rocha competente (Vp > 2500 m/s) produz uma refração nítida, fácil de interpretar na seção tomográfica.
Qual o custo de uma campanha de tomografia sísmica em Marília?
Uma campanha com 5 linhas de refração de 46 metros cada, incluindo mobilização, aquisição, processamento e relatório, fica entre R$6.160 e R$11.620. O valor exato depende do número de canais, tipo de fonte e necessidade de topografia de precisão para amarrar as seções.
A sísmica substitui a sondagem rotativa?
Não substitui. A sísmica fornece um perfil contínuo de velocidades, mas não recupera testemunhos para classificação táctil-visual. O ideal é calibrar a geofísica com ao menos um furo de sondagem no mesmo alinhamento, seguindo a prática recomendada pela ABNT NBR 15935.
Dá para detectar cavidades subterrâneas com esse método?
Sim, principalmente com a sísmica de reflexão de alta resolução. Cavidades preenchidas com ar ou água geram inversão de impedância acústica e aparecem como refletores de alta amplitude nas seções processadas. Já identificamos cavernas de arenito intertrap com menos de 1 metro de diâmetro a 20 metros de profundidade na região de Marília.
Quanto tempo leva para entregar o relatório final?
A aquisição de campo para um arranjo de 24 geofones com 5 tiros leva cerca de 2 horas. O processamento e interpretação demandam de 5 a 7 dias úteis. Em situações de urgência, já entregamos a seção interpretada preliminar em 48 horas para orientar a decisão de obra.