Marilia
Marília, Brasil

Ensaio de Permeabilidade In Situ — Lefranc e Lugeon em Marília

O substrato de Marília, com sua predominância de arenitos silicificados e solos residuais de textura variada, impõe desafios específicos na avaliação da condutividade hidráulica. A permeabilidade em maciços rochosos fraturados e nos colúvios que recobrem as encostas suaves do planalto não é uniforme — varia conforme o grau de alteração e a densidade de descontinuidades. Por isso, o ensaio de permeabilidade in situ, utilizando as técnicas de Lefranc para solos e Lugeon para rocha, é uma etapa indispensável na caracterização geotécnica. Nossa equipe executa esses ensaios em furos de sondagem já realizados, otimizando prazos e permitindo integrar os dados hidrogeológicos ao modelo de comportamento do maciço. Em projetos de contenção na zona central ou em loteamentos nas encostas, a determinação precisa do coeficiente de permeabilidade evita surpresas na fase de rebaixamento de lençol e drenagem. Complementamos a investigação com análises de granulometria e ensaios triaxiais quando o projeto exige parâmetros de resistência em condições saturadas.

Em Marília, a condutividade hidráulica dos arenitos fraturados exige o ensaio Lugeon com obturador duplo para mapear a real permeabilidade do maciço.

Escopo do trabalho em Marília

A aplicação da ABNT NBR 16520:2016 para determinação da permeabilidade em furos de sondagem é particularmente relevante em Marília devido à heterogeneidade litológica do Grupo Bauru. Nos arenitos com cimento carbonático, a condutividade secundária por fraturas pode ser ordens de grandeza superior à da matriz rochosa, e só o ensaio Lugeon, realizado em trechos isolados com obturador duplo, consegue mapear essa anisotropia. Já nos solos saprolíticos, o método de Lefranc com carga variável é o mais indicado para medir o coeficiente k in situ, evitando as distorções inerentes às amostras indeformadas de solo tropical. Nossa rotina de campo inclui a execução de no mínimo cinco estágios de pressão no Lugeon, conforme preconiza a boa prática geotécnica, e a interpretação do fluxo através do gráfico de Houlsby. Para projetos de fundações por estacas escavadas, é comum o cliente solicitar que integremos o perfil de permeabilidade com os dados de sondagens SPT e ensaio CPT, criando uma seção geotécnica completa que orienta a escolha do método construtivo e a necessidade de fluidos estabilizantes.
Ensaio de Permeabilidade In Situ — Lefranc e Lugeon em Marília
Ensaio de Permeabilidade In Situ — Lefranc e Lugeon em Marília
ParâmetroValor típico
Método para solosLefranc (carga constante e variável)
Método para rochaLugeon (máx. 5 estágios de pressão)
Norma de referênciaABNT NBR 16520:2016
Unidade de medidacm/s (k) ou U.L. (Lugeon)
Profundidade máxima de ensaioLimitada pelo furo de sondagem (usualmente até 30 m)
Tipo de obturadorPneumático ou mecânico (duplo)
Relatório entregueGráfico pressão vs. vazão, perfil de k por profundidade e análise de fluxo

Condições geotécnicas locais em Marília

O regime de chuvas concentradas no verão e o inverno seco do centro-oeste paulista criam um contraste hídrico que afeta diretamente a interpretação dos ensaios de permeabilidade em Marília. Durante a estiagem, o nível d'água pode estar rebaixado, e um ensaio Lefranc executado nessa condição pode subestimar o coeficiente de permeabilidade real do solo não saturado. Por outro lado, realizar o ensaio Lugeon em rocha sem a devida limpeza do furo ou com pressões excessivas pode induzir a fraturamento hidráulico, mascarando a permeabilidade natural do maciço. Ignorar essas variáveis sazonais e operacionais compromete o dimensionamento de sistemas de drenagem profunda e injeções de impermeabilização. Em obras de estabilidade de taludes, um valor de k subestimado pode levar ao colapso por poropressão após chuvas intensas. Para mitigar esses riscos, sempre correlacionamos os resultados com o índice pluviométrico do período e com a inspeção tátil-visual dos testemunhos de sondagem, identificando zonas de fratura preenchidas por calcita ou óxidos.

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Normas aplicáveis: ABNT NBR 16520:2016 — Solo e rocha — Determinação da permeabilidade em furos de sondagem — Método de ensaio, ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagem de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 11682:2009 — Estabilidade de encostas

Nossos serviços

Nosso laboratório em Marília oferece um pacote integrado de investigação geotécnica e hidrogeológica, onde o ensaio de permeabilidade em campo é o ponto de partida para soluções de engenharia mais seguras.

Ensaio Lefranc em Solo

Determinação do coeficiente de permeabilidade (k) em solos saprolíticos e coluvionares com até 30 m de profundidade. Utilizamos carga constante para materiais mais permeáveis e carga variável para siltes argilosos, com registro contínuo da vazão estabilizada.

Ensaio Lugeon em Rocha

Investigação da condutividade hidráulica em maciços rochosos fraturados com obturador pneumático duplo. Executamos cinco patamares de pressão por trecho ensaiado e apresentamos o gráfico de Houlsby para identificar o regime de fluxo predominante.

Perfilagem Hidrogeológica

Integração dos dados de permeabilidade com o perfil de sondagem, definindo as zonas de maior contribuição hídrica. Esse serviço é essencial para projetos de rebaixamento de lençol freático e para a escolha de métodos de injeção de calda de cimento.

Perguntas frequentes

Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O ensaio Lefranc é aplicado em solos ou rocha muito alterada e mede o coeficiente de permeabilidade (k) injetando ou extraindo água de um trecho isolado do furo. O Lugeon, por sua vez, é específico para rocha sã a medianamente alterada e usa obturador duplo para isolar segmentos de até 5 metros, aplicando pressões escalonadas. A unidade Lugeon (1 U.L. ≈ 1 l/min por metro sob 1 MPa) é uma medida de absorção, não um k direto, e permite classificar a fraturação do maciço.

Qual o custo médio de um ensaio de permeabilidade em Marília?

O investimento para um ensaio de permeabilidade in situ em Marília varia conforme a profundidade e o método. Para um ensaio Lefranc ou Lugeon executado por metro linear de trecho ensaiado, o valor se situa na faixa de R$1.400 a R$2.180, já considerando a mobilização da equipe e do obturador, a execução in loco e a emissão do relatório técnico com os gráficos de interpretação.

É possível realizar o ensaio no mesmo furo da sondagem SPT?

Sim, e é o procedimento mais comum. Após a conclusão da perfuração SPT e a retirada do amostrador, instalamos o obturador no trecho de interesse e executamos o ensaio Lefranc ou Lugeon. Isso reduz o custo de mobilização e permite correlacionar diretamente a permeabilidade com a estratigrafia e o NSPT, gerando um perfil geotécnico contínuo e mais representativo das condições de subsuperfície.

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